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	<title>1958 Azulejaria</title>
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	<description>Ateliê de Alexandre Mancini - Belo Horizonte - MG</description>
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		<title>1958 Azulejaria</title>
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		<title>Alexandre Mancini no &#8220;Cerâmica no Rio&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 17:33:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Mancini</dc:creator>
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O site Cerâmica no Rio é uma grande referência sobre o mundo da cerâmica no Brasil. Seu conteúdo oferece informações valiosas através do dicionário de cerâmica inglês/português, relação de ateliês, glossário, arte popular, bibliografia, entre muitos outros. Um dos destaques é a seção painéis que mostra um extenso levantamento de obras em azulejos e pastilhas em todo o Brasil, uma fonte obrigatória para todos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=431&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p>O site <a href="http://www.ceramicanorio.com/" target="_blank">Cerâmica no Rio</a> é uma grande referência sobre o mundo da cerâmica no Brasil. Seu conteúdo oferece informações valiosas através do <a href="http://www.ceramicanorio.com/dicionario.html" target="_blank">dicionário de cerâmica inglês/português</a>, <a href="http://www.ceramicanorio.com/relacaoatelies/relacaoatelies.html" target="_blank">relação de ateliês</a>, <a href="http://www.ceramicanorio.com/glossario.html" target="_blank">glossário</a>, <a href="http://www.ceramicanorio.com/artepopular.html" target="_blank">arte popular</a>, <a href="http://www.ceramicanorio.com/bibliografia.html" target="_blank">bibliografia</a>, entre muitos outros. Um dos destaques é a seção <a href="http://www.ceramicanorio.com/paineis.html" target="_blank">painéis</a> que mostra um extenso levantamento de obras em azulejos e pastilhas em todo o Brasil, uma fonte obrigatória para todos aqueles que se interessam pela matéria.</p>
<p> </p>
<p>Com alegria recebo a notícia que, a partir de agora, tenho uma <a href="http://www.ceramicanorio.com/paineis/alexandremancini/alexandremancini.html" target="_blank">página</a> exclusiva para meus painéis no Cerâmica no Rio. É algo muito importante para mim, pois fazer parte de um levantamento tão completo é um reconhecimento enorme de meu trabalho, que com muita paixão resgata e propõe a continuidade de uma arte tão particular de nossa cultura.</p>
<p> </p>
<p>Agradeço Renato Wandeck pela atenção e por seu interesse em manter viva nossa história.</p></div>
 Tagged: Alexandre Mancini, Arte, Athos Bulcão, Azulejaria Brasileira, Azulejos, Azulejos Contemporâneos, Belo Horizonte, Cerâmica, Cerâmica no Rio, composição modular, Levanamento de obras, Painel de Azulejos, superfícies moduladas <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/1958azulejaria.wordpress.com/431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/1958azulejaria.wordpress.com/431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/1958azulejaria.wordpress.com/431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/1958azulejaria.wordpress.com/431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/1958azulejaria.wordpress.com/431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/1958azulejaria.wordpress.com/431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/1958azulejaria.wordpress.com/431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/1958azulejaria.wordpress.com/431/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/1958azulejaria.wordpress.com/431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/1958azulejaria.wordpress.com/431/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=431&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A azulejaria como arte urbana</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 18:51:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Mancini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde o início de meu trabalho com azulejos que faço um elo entre duas áreas: a azulejaria e a arte urbana. Boa parte desta relação nasceu da observação que fazia no caminho para meu ateliê &#8211; e antiga residência &#8211; onde passava por diversos muros grafitados e quando, chegando ao destino, deparava-me com o painel [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=427&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><span lang="pt-BR">Desde o in</span><span lang="en-US">í</span><span lang="pt-BR">cio de meu trabalho com azulejos que faço um elo entre duas áreas: a azulejaria e a arte urbana. Boa parte desta relação nasceu da observação que fazia no caminho para meu ateliê &#8211; e antiga residência &#8211; onde passava por diversos muros grafitados e quando, chegando ao destino, deparava-me com o painel de Portinari na Igreja de São Francisco, na Pampulha.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Observava e refletia sobre a necessidade de expressão pública, de arte feita para todos e inserida no contexto urbano. Apesar das diferenças entre os muros grafitados e a arte gravada nos azulejos de Portinari senti que algo os unia. Por questões do tempo e suas gerações a integração entre a arte com a arquitetura revelou-se de forma curiosa: no movimento de arquitetura moderna os artistas eram convidados a colaborar com o espaço arquitetônico e, hoje, os artistas urbanos interagem sem permissão. Em ambos a disponibilidade de estarem com suas obras ali, prontas para o olhar mais atento, ou simplesmente ali fazendo parte de nosso cotidiano.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar destas supostas semelhanças um antagonismo entre elas gerou uma curiosidade tremenda. Os azulejos são queimados a altas temperaturas reservando-lhes o direito a perenidade enquanto o grafite (ou stencil ou sticker) são absolutamente frágeis bastando uma simples demão de tinta para ocultá-los. Desta forma, será que os grafiteiros gostariam de conceber suas obras resistentes ao tempo?</p>
<p style="text-align:justify;">Com esta pergunta e com a certeza de ser, mesmo que de uma escola mais antiga, um artista urbano comecei a me integrar com a nova geração de artistas. Realizei uma palestra junto ao Projeto Guernica, conheci grandes nomes da arte urbana em Belo Horizonte e pude dialogar muito sobre estas questões.</p>
<p style="text-align:justify;">Em resumo, constatei que a perenidade é algo que, pelo menos para boa parte, se torna muito atraente. Ao exemplificar sobre os grandes nomes da azulejaria brasileira e suas respectivas obras, percebi que os novos artistas urbanos se sentiram herdeiros de uma tradição e que com engajamento é possível continuar esta história. Ademais, as lições dadas pelos nossos mestres são de extrema utilidade na composição dos novos suportes de arte. Composição modular, azulejaria de tapete, repetição, rotação, arte figurativa, muralismo, padronagem… tudo isso está por ser descoberto por esta geração. E o mais fascinante é que não sabemos o que eles farão com estas informações.</p>
<p style="text-align:justify;"><span lang="pt-BR">Tento cada vez mais estar próximo a estes artistas para poder passar parte desta história tão rica que é a azulejaria brasileira e, principalmente, aprender com todos eles. O frescor e liberdade de suas criações são motivos de sobra para criar, novamente, uma arte com a essência brasileira. Quem sabe nossos grafiteiros não possam fazer sua arte em azulejos ou ainda que os azulejos não possam se tornar estênceis ou lambe-lambes? Faço aqui</span><span lang="en-US"> a</span><span lang="pt-BR"> proposta</span><span lang="en-US"> e</span><span lang="pt-BR"> pergunto</span><span lang="en-US">:</span><span lang="pt-BR">quem</span><span lang="en-US"> se</span><span lang="pt-BR"> habilita</span><span lang="en-US">?</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span lang="en-US"><a href="http://chanceler.wordpress.com/" target="_blank">www.alexandremancini.com</a></span></p>
 Tagged: art tile, Arte Urbana, Azulejaria, Azulejaria Brasileira, Azulejaria Contemporânea, Azulejos, brazil tiles, Grafite, Stencil, sticker, street art, wall tiles <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/1958azulejaria.wordpress.com/427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/1958azulejaria.wordpress.com/427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/1958azulejaria.wordpress.com/427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/1958azulejaria.wordpress.com/427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/1958azulejaria.wordpress.com/427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/1958azulejaria.wordpress.com/427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/1958azulejaria.wordpress.com/427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/1958azulejaria.wordpress.com/427/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/1958azulejaria.wordpress.com/427/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/1958azulejaria.wordpress.com/427/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=427&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Origens: a azulejaria na visão de um belo-horizontino</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 18:49:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Mancini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro dia me perguntaram quando se iniciou meu interesse pelos azulejos. Curiosamente não consegui responder de imediato. Falei sobre minha primeira abordagem, ainda em 2005, e sobre o início da 1958 Azulejaria. Disse sobre minha paixão pela azulejaria brasileira, sublinhando a palavra brasileira, e que não tenho muito apego ao estilo português apesar do respeito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=424&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Outro dia me perguntaram quando se iniciou meu interesse pelos azulejos. Curiosamente não consegui responder de imediato. Falei sobre minha primeira abordagem, ainda em 2005, e sobre o início da 1958 Azulejaria. Disse sobre minha paixão pela azulejaria brasileira, sublinhando a palavra brasileira, e que não tenho muito apego ao estilo português apesar do respeito e admiração. Este pensamento me seguiu durante dias: de onde tirei a vocação para a azulejaria? Ainda mais a brasileira? Acredito que tem muito a ver com o lugar onde nasci e fui criado, a minha Belo Horizonte.</p>
<p style="text-align:justify;"><span>No período colonial o Estado de Minas Gerais recebeu um patrimônio arquitetônico e artístico únicos no mundo, diferente de todo o colonial e o barroco existente. Uma explicação para isso está no fato de Minas Gerais &#8211; mais especificamente a região de Ouro Preto e trechos da Estrada Real &#8211; estar muito longe do mar e ser uma região de extração de riquezas minerais, e à exceção do ouro, não importava muito para a Igreja e para o Império. Desta forma, os artistas e construtores que aqui residiam encontraram uma liberdade que nenhuma cidade do período conseguiu sequer imaginar, oferecida por um certo descaso, permitindo que obras únicas fossem feitas aqui.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Porém, uma arte Minas Gerais não recebeu e nem sequer a concebeu: azulejos. Enquanto Rio de Janeiro, São Luís, Parati, Recife, Salvador e tantas outras cidades litorâneas eram revestidas pelo azul e branco vitrificado, Minas Gerais não. Quem conhece o caminho do Rio de Janeiro para Ouro Preto pode imaginar que há séculos atrás era impossível transportar azulejos em lombo de burro pelas serras mineiras . Não restava um! Apesar disso, a influência dos centros litorâneos ditavam a importância do revestimento e em algumas cidades como, por exemplo, Sabará é possível ver afrescos que simulam azulejos com requintes de detalhes até mesmo do rejunte.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>O período colonial acabou, houve a independência, a proclamação da República e ainda nada de azulejos em Minas Gerais. Vila Rica (Ouro Preto) deixou de ser a capital do estado e em 1897 nasce Belo Horizonte. Cidade planejada para ser a Nova Capital pelas mãos de Aarão Reis seguindo as mais revolucionárias idéias da época, caminho seguido por Brasília décadas depois. Vieram aqueles do interior, os árabes, os italianos &#8211; incluindo minha família &#8211; e mais uma diversidade de outras origens. Todos formaram a Belo Horizonte atual que cercada de minério e pedras preciosas ainda exibe sua vocação mineradora, o que é uma pena.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Belo Horizonte desde seus primórdios faz uma interseção absolutamente única entre o conservadorismo e a modernidade. Por um lado ela mostra o caminho futuro e por outro nos lembra como éramos. Só quem nasce aqui entende bem este antagonismo. De qualquer forma, recebemos nos anos 40 um prefeito de origem interiorana, especificamente de Diamantina. Isso mesmo, JK. Quando em seu mandato decidiu construir um novo bairro… um lugar afastado do centro da cidade e que fosse um bairro nobre, mas ao mesmo tempo um local de lazer para toda a população: a Pampulha. E para este trabalho convidou um jovem e expoente arquiteto que com a liberdade de quem está isolado do resto do país revolucionou, não só a arquitetura, mas a própria noção de Brasil. Em Belo Horizonte houve o encontro entre duas grandes personalidades, Juscelino Kubitscheck e Oscar Niemeyer. Segundo o próprio arquiteto &#8220;Brasília começou aqui&#8221;! Casa do Baile, Cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), Iate Tênis Clube, Igreja de São Francisco… as curvas e o concreto armado encontraram seu berço. A integração entre arte e arquitetura começou a ser explorada de forma descomunal. Alfredo Ceschiatti, Portinari, Burle Marx, Zamoyski, Paulo Werneck, Volpi, Paulo Rossi Osir, todos eles estiveram presentes na construção de um novo bairro… que virou outra cidade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Volto ao início do texto para tentar explicar o porquê da minha intimidade com a azulejaria brasileira. Não vi durante meu crescimento os azulejos portugueses e o barroco que está a pouco mais de quarenta minutos de minha casa não é típico de lugar algum, a não ser daqui. Minha família é centenária em Belo Horizonte, e entenda, isso é muito raro para uma cidade de 112 anos. O fato de meu pai, e ainda, seu próprio pai, terem nascidos nesta cidade me impõe a necessidade de ser mais que um mineiro, um belo-horizontino. Vi desde muito novo as curvas e o concreto armado… sempre foi natural saber que os azulejos que revestem a Casa do Baile são os mesmos do Museu de Arte da Pampulha e do Iate Tênis Clube. Os painéis de Paulo Werneck e as esculturas de Ceschiatti e Zamoyski sempre estiveram presentes. Conheço e entendo as primeiras esquadrias de metal, pois sempre as vi.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Há ainda outro fator que para mim é preponderante. Meu avô materno participou da construção de Brasília. Figura única em minha vida ele povoou meu imaginário com história e estórias do planalto. Sobre tucanos e seriemas assim como sobre candangos e figurões. Este imaginário me norteou e fez com que tivesse Brasília como terra íntima. Além disso, apresentou-me Guimarães Rosa, que com tanta genialidade me fez perceber que o caminho do planalto começa em Belo Horizonte. Não por JK ou Niemeyer, mas por mostrar que o grande sertão começa aqui. Estou a quinze minutos de um pequizeiro ou de um buriti.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Não posso deixar de citar a influência de grandes artistas que em Belo Horizonte encontraram terreno fértil para semear suas obras: a conterrânea Lygia Clark e suas superfícies moduladas; Paulo Werneck e seus painéis de pastilhas; Franz Weissman que aqui lecionou na Escola de Guignard; Amilcar de Castro a quem devoto tanto respeito; e Athos Bulcão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Graças a Belo Horizonte houve o encontro entre Athos e Niemeyer.<span>  </span>Segundo a história, Niemeyer conhece Athos no ateliê de Burle Marx, amigos em comum, e vendo uma de suas obras o convida a executá-la em painel de azulejos para o Teatro Municipal de Belo Horizonte, obra nunca executada. No entanto, e a partir daí, Athos encontrou-se em Brasília. Ele também está presente em Belo Horizonte seja como assistente de Portinari no tão importante painel da Igreja da Pampulha como em importantes obras autorais.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span>Coloco-me de forma humilde a toda esta história, iniciada com os bandeirantes e percorrida por tantos nomes importantes. É bom saber que sou filho desta terra. É bom compreender os motivos que me fizeram trabalhar com uma grande paixão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span><a href="http://chanceler.wordpress.com/" target="_blank">www.alexandremancini.com</a></span></p>
 Tagged: art tile, Arte Urbana, Azulejaria, Azulejaria Brasileira, Azulejaria Contemporânea, Azulejos, brazil tiles, Grafite, Stencil, sticker, street art, wall tiles <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/1958azulejaria.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/1958azulejaria.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/1958azulejaria.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/1958azulejaria.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/1958azulejaria.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/1958azulejaria.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/1958azulejaria.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/1958azulejaria.wordpress.com/424/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/1958azulejaria.wordpress.com/424/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/1958azulejaria.wordpress.com/424/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=424&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Composição modular aleatória: o assentamento livre</title>
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		<category><![CDATA[composição modular]]></category>
		<category><![CDATA[gestalt]]></category>
		<category><![CDATA[superfícies moduladas]]></category>
		<category><![CDATA[wall tiles]]></category>

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		<description><![CDATA[Divido em três formas a criação dos meus azulejos: Composição modular aleatória, composição modular ordenada e padrões. Grande parte dos meus painéis utiliza a composição modular aleatória, ou seja, a livre combinação entre os módulos. Esta forma de composição é o oposto da azulejaria de padrão onde cada azulejo se comporta de forma simétrica a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=421&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Divido em três formas a criação dos meus azulejos: Composição modular aleatória, composição modular ordenada e padrões. Grande parte dos meus painéis utiliza a composição modular aleatória, ou seja, a livre combinação entre os módulos. Esta forma de composição é o oposto da azulejaria de padrão onde cada azulejo se comporta de forma simétrica a seus pares completando-os e revelando formas maiores. Na modular aleatória há uma espécie de insubordinação das formas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span> Para conceber estes módulos utilizo princípios diversos como proporção, estudo das formas geométricas e sua continuidade, estudo do vazio, ritmo, peso entre outros. O processo mais importante é o da criação do módulo já que ele, por si só, é a obra. Não concebo a idéia de que um azulejo só fará sentido se junto aos seus pares, ao contrário, penso no módulo como uma obra de arte independente, que poderia utilizar suportes diversos como telas, esculturas, relevos entre outros. Entretanto, exploro ao máximo sua capacidade de repetição, movimento e ritmo na composição.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span> A simetria é parte inerente ao azulejo: uma peça bidimensional por natureza. É um quadrado branco. Nossos olhares reconhecem esta condição e poder interferir neste processo é fascinante. Quando crio os módulos geralmente utilizo o branco do azulejo como cor, para mostrar que ele esta ali, o azulejo. Não importa se estes módulos são quadrados, triângulos, círculos ou outra forma qualquer, pois sempre os crio dentro de eixos e em ângulos correspondentes, ou seja, buscando a simetria. Nesse sentido, a composição aleatória dos módulos não corrompe em nada o aspecto simétrico, mas se mostra insubordinada a ele. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span> Ao olhar um painel com assentamento aleatório podemos reconhecer racionalmente que algo está fora de ordem, mas intuitivamente sabemos que a simetria está ali, perfeita. Esta característica é marcante no processo de participação do espectador através da sua observação. A combinação aleatória dos módulos é reconstruída pelo olhar único de cada um. Cada qual irá montá-lo e remontá-lo com seus próprios olhos descobrindo a cada momento formas ali escondidas com seus caminhos e ritmos subjetivos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span> Portanto, a partir da criação do módulo e os vários estudos de seu comportamento em composição faço a definição de como será seu assentamento. Geralmente entrego ao pedreiro azulejista responsável pelo acabamento a liberdade de composição do painel, respeitadas poucas regras anteriormente estabelecidas como, por exemplo, nunca fechar um círculo, não haver repetição em mais de três módulos e etc. Cada pedreiro azulejista reage de forma diferente quando descobre que ele finalizará uma obra de arte, que a partir deste momento, ela será também um pouco dele. Alguns têm medo e buscam a repetição ordenada como se houvesse uma forma correta para o assentamento e, para esses, tento explicar que não existirá erro na composição a não ser que ele tente fazer certo. É errado querer fazer certo! E quando eles percebem este ponto de vista estão prontos para o trabalho. Outros azulejistas gostam da idéia desde seu início e descobrem que o trabalho se torna uma brincadeira quase infantil. Lembro-me do azulejista que assentou os painéis da Praça da Pampulha que me revelou sua satisfação em fazer o serviço e que iria levar esposa e filhas para ver &#8220;sua&#8221; obra.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span> Grande parte da experiência em se trabalhar com a composição modular aleatória está relacionada ao fato de que cada pessoa daria um resultado diferente para a mesma obra. A minha parte se concentra na criação dos módulos e na afirmação do resultado desejado. A partir daí a obra não será somente minha&#8230; ela pertencerá um pouco ao azulejista e a qualquer pessoa que queira reconstruí-la, mesmo que mentalmente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span>Veja abaixo alguns exemplos de painéis que realizei utilizando a composição modular aleatória:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span><br />
</span>
</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-561" title="post3" src="http://chanceler.files.wordpress.com/2009/04/post3.jpg?w=300&#038;h=142" alt="post3" width="300" height="142" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-560" title="post2" src="http://chanceler.files.wordpress.com/2009/04/post2.jpg?w=300&#038;h=148" alt="post2" width="300" height="148" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<div id="attachment_366" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><img class="size-medium wp-image-366" title="Lâmina, 2008: Praça Pampulha - BH -MG / Arquitetura:Arquitetos Associados" src="http://chanceler.files.wordpress.com/2008/09/natal-2008-1022.jpg?w=225&#038;h=300" alt="Lâmina, 2008: Praça Pampulha - BH -MG / Arquitetura:Arquitetos Associados" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Lâmina, 2008: Praça Pampulha - BH -MG / Arquitetura:Arquitetos Associados</p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-559" title="post1" src="http://chanceler.files.wordpress.com/2009/04/post1.jpg?w=300&#038;h=207" alt="post1" width="300" height="207" /><img class="aligncenter size-medium wp-image-563" title="paineis-017" src="http://chanceler.files.wordpress.com/2009/04/paineis-017.jpg?w=300&#038;h=225" alt="paineis-017" width="300" height="225" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#551a8b;text-decoration:underline;"><a href="http://chanceler.wordpress.com/" target="_blank">www.alexandremancini.com</a></span></p>
 Tagged: art tile, assentamento, Azulejaria, Azulejaria Brasileira, Azulejos, brazil tiles, composição modular, gestalt, superfícies moduladas, wall tiles <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/1958azulejaria.wordpress.com/421/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/1958azulejaria.wordpress.com/421/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/1958azulejaria.wordpress.com/421/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/1958azulejaria.wordpress.com/421/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/1958azulejaria.wordpress.com/421/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/1958azulejaria.wordpress.com/421/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/1958azulejaria.wordpress.com/421/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/1958azulejaria.wordpress.com/421/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/1958azulejaria.wordpress.com/421/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/1958azulejaria.wordpress.com/421/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=421&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Revestimento, arquitetura, design ou arte?</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 13:12:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Mancini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Azulejaria Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Azulejaria Contemporânea]]></category>
		<category><![CDATA[Azulejaria]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo publicado no jornal Hoje em Dia em 14 de dezembro de 2008 &#8211; Coluna de Pedro Morais
 
Presente na arquitetura brasileira desde as suas mais remotas realizações, a azulejaria tem seu primeiro registro no Brasil no Convento de Santo Amaro de Água-Fria, em Olinda, Pernambuco. Durante a segunda metade do século XVII, ao intensificar-se a construção de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=409&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR"><strong><em>Artigo publicado no jornal Hoje em Dia em 14 de dezembro de 2008 &#8211; Coluna de Pedro Morais</em></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR">Presente na arquitetura brasileira desde as suas mais remotas realizações, a azulejaria tem seu primeiro registro no Brasil no Convento de Santo Amaro de Água-Fria, em Olinda, Pernambuco. Durante a segunda metade do século XVII, ao intensificar-se a construção de templos, sobrados, engenhos e palácios, a presença de azulejos nas construções passa a ser mais regra do que exceção. De uso primordialmente decorativo e sempre trazidos de Portugal, os azulejos continuam chegando ao Brasil ao longo dos séculos XVIII e XIX, sendo usados na decoração de igrejas e posteriormente na proteção das fachadas de edifícios urbanos. Observa-se aí uma inversão de influências, pois tal utilização não havia ainda sido observada na metrópole. Após a abertura dos portos, começam a chegar também azulejos vindos da Holanda, França e outros países da Europa. A fabricação local é observada a partir de meados do século XIX, mas somente no início do século XX a produção brasileira começa a adquirir alguma regularidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR">Mesmo com a fabricação regular, até </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR">1973 a</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR"> bitola de 15×15 centímetros era a única fabricada no Brasil, fator definidor de sua consolidação como formato padrão na azulejaria nacional até pouco tempo atrás. De uso inicialmente decorativo, o azulejo passa a se firmar na construção brasileira, conjuntamente com o ladrilho hidráulico, como elementos básicos de revestimento de áreas molhadas na maioria das construções da primeira metade do século XX. Liso ou decorado, tal onipresença atribui ao azulejo simbologia e significado, tornando-o elemento de identidade da cultura nacional e presença no imaginário coletivo brasileiro. Pelas mãos de Athos Bulcão, desenhista e pintor brilhante, o azulejo toma as ruas de Brasília e, ornado de elementos geométricos coloridos e combinações randômicas, forma magníficos painéis que se tornam pano de fundo para o cotidiano da capital nacional e sinônimo da azulejaria brasileira. Athos veio, nas palavras de Danilo Matoso, sinalizar com seu trabalho de artífice que qualquer material, tratado com compreensão, torna-se arte.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR">Nos anos </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR">80, a</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR"> inserção nos elementos cerâmicos de padrões decorativos “clássicos” de gosto duvidoso, já industrializados e com bitolas variadas, é em parte responsável por desvirtuar a cultura da azulejaria de visual leve, porém austero que vinha se desenvolvendo no Brasil. Na década de 90 as juntas se alargam, os 15×15 dão lugar aos 10×10, que vêm revestir edifícios de cima a baixo, fazendo de nossas cidades imensos banheiros invertidos. Não há mais junta-seca, não há mais azulejos. Nosso dileto amigo agora se chama “revestimento cerâmico”, mimetiza mármores finos e é chamado vulgarmente de “piso”. Tudo é “piso”. E, por muito pouco, toda uma fatia de nossa cultura construtiva não vai para o buraco.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR">Tratando dos conceitos da azulejaria contemporânea, o artista e azulejista Alexandre Mancini nos propõe pensar a extrapolação do limite físico da superfície original do azulejo, identificado no modo com que diferentes profissionais utilizam a azulejaria como fonte de inspiração ou referência (como as artistas Susana Bastos ou Adriana Varejão), ou mesmo como suporte para sua arte, como ele mesmo vem fazendo. Dentro deste último viés, identificamos na história da arquitetura brasileira duas abordagens, se não opostas, distintas. De um lado, temos como exemplo os painéis de Portinari para o edifício do Ministério da Educação no centro do Rio de Janeiro ou para a igrejinha da Pampulha. Ali o azulejo adquire certa “feição portuguesa” pelos tons utilizados pelo artista, mas comparece apenas na função de suporte perene para um grande painel artístico. De outro, temos a abordagem de Alexandre Mancini e do mestre Athos Bulcão, onde a modulação e repetição impostas pelas peças dão força e constituem a obra mesma, incorporando ao processo a lógica de assentamento do revestimento pelo pedreiro. O que une estas duas formas de lidar com o suporte é justamente a perenidade oferecida pelo processo de queima da peça e sua conseqüente possibilidade de instalação no espaço público.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR">Giulio Carlo Argan, em seu livro “A história da arte como história da cidade”, vem nos lembrar das palavras de Lewis Mumford: “A cidade favorece a arte, é a própria arte”, ou seja, ela não é um invólucro ou concentração de produtos artísticos, mas um produto artístico ela mesma. A cidade real, “reflete as dificuldades do fazer a arte, ao mesmo tempo em que reflete também as circunstâncias contraditórias em que ela se faz.” As diferentes formas de arte constituem um sistema em que, todas juntas, tornam a cidade o campo de concentração cultural onde “tudo se tenta, tudo se faz”. No mesmo livro, em texto de 1979, Argan já vinha identificando um caminho da arte (ou crise, como ele denomina) que hoje se torna mais claro que nunca. Ele diz que os produtos das artes se inserem num contexto cultural contemporâneo dominado pela ciência e pela tecnologia a ponto de terem de ser sustentados por uma “ciência da arte”, que na realidade é o que se tornou a história da arte. Assim, observa-se que a fruição da arte, até então imediata, torna-se mediada de maneira “científica” pelas teorias acadêmicas, criando uma dificuldade objetiva de inserção de uma cultura essencialmente artística com o meio científico e tecnológico estabelecido. A inquietação de Argan reside nas perdas relevantes e talvez irremediáveis que tal situação poderia acarretar naquilo que chamamos patrimônio artístico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR">Por outro lado, enquanto a arte assim se desenrola, um grande contingente de “desenhistas”, “ilustradores” e “grafiteiros” produzem silenciosamente sua arte, sensível e intrinsecamente ligada ao contexto urbano, com espontaneidade muito mais próxima da pintura mural (uma das mais antigas formas de expressão artística) do que das artes acadêmicas. Desenvolvem-se de modo relativamente independente desta e mantém ainda um pouco do imediatismo perdido por ela. Em conversas recentes com artistas como Alexandre Mancini e Xerel Alcântara, vimos buscando identificar situações que possam unir a arte urbana com a azulejaria contemporânea no espaço público. A idéia passa pela discussão em curso sobre as possibilidades e distorções a que a arte urbana é submetida quando da sua transposição para o espaço de uma galeria por um lado e por outro, de sua possibilidade de permanência no contexto urbano através da azulejaria. Seria este um modo de evitar o que Argan, em situação bem distinta, chamou de “diáspora da obra de arte”, quando não só o ambiente de onde ela é retirada se descaracteriza, mas também a própria obra? Naquele caso ele se referia às obras da antiguidade clássica e não à arte urbana, mas embora eu ainda não tenha conclusões concretas sobre essas possibilidades, algo aí me parece fazer sentido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR"><strong>Pedro Morais</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR"><strong>Arquiteto e Urbanista</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;" lang="PT-BR"><strong><a href="http://www.pedromorais.com/">www.pedromorais.com</a></strong></span></p>
 Tagged: Arquitetura, Arte, Azulejaria, Azulejaria Brasileira, Azulejaria Contemporânea <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/1958azulejaria.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/1958azulejaria.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/1958azulejaria.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/1958azulejaria.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/1958azulejaria.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/1958azulejaria.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/1958azulejaria.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/1958azulejaria.wordpress.com/409/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/1958azulejaria.wordpress.com/409/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/1958azulejaria.wordpress.com/409/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=409&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Nova Praça na Pampulha, em Belo Horizonte</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 18:01:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Mancini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[DOM &#8211; Diário Oficial do Município (Belo Horizonte)
17 de setembro de 2008
 
REGIÃO DA PAMPULHA VAI GANHAR NOVOS ESPAÇOS DE CULTURA E LAZER
 A região da Pampulha vai receber dois novos atrativos até o fim do ano. O terreno de 16 mil metros quadrados situado na divisa dos bairros Ouro Preto, Bandeirantes e São Luiz será transformado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=407&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><a href="http://portal6.pbh.gov.br/dom/iniciaEdicao.do?method=DetalheArtigo&amp;pk=983100" target="_blank">DOM &#8211; Diário Oficial do Município (Belo Horizonte)</a></p>
<p style="text-align:justify;">17 de setembro de 2008</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong>REGIÃO DA PAMPULHA VAI GANHAR NOVOS ESPAÇOS DE CULTURA E LAZER</strong></p>
<p style="text-align:justify;"> A região da Pampulha vai receber dois novos atrativos até o fim do ano. O terreno de 16 mil metros quadrados situado na divisa dos bairros Ouro Preto, Bandeirantes e São Luiz será transformado em uma ampla praça. Poucos metros adiante a Casa Kubitschek passará a funcionar como uma extensão do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB).</p>
<p style="text-align:justify;">As duas obras surgem como parte de um processo de valorização da Pampulha, que se destaca por abrigar alguns dos principais pontos turísticos da cidade. A praça, ainda sem nome, será um amplo espaço de convivência com dez banheiros públicos individuais e uma lanchonete subterrâneos. Seis torres farão a iluminação e, em cada uma delas, haverá um painel doado pelo artista plástico <strong>Alexandre Mancini</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">O projeto também prevê a cria­ção de um mirante com vistas para a lagoa e a manutenção de á­reas amplas voltadas à prática de esportes e apresentações artísticas e culturais. Não haverá canteiros e a arborização ficará restrita à área externa. Ainda está prevista a construção de um estacionamento para 200 veículos.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo o secretário de Administração Regional Pampulha, Lessandro Lessa, a nova praça será ideal para a organização de eventos que já acontecem na região, como a Volta Internacional da Pampulha e a árvore de Natal flu­tuan­te. “Será um espaço de uso múltiplo, um presente para a população local e toda a cidade”, afirma.</p>
<p style="text-align:justify;">Lessa, arquiteto urbanista, ressalta que o grande desafio da Pampulha é se consolidar como espaço de turismo, lazer e cultura sem comprometer a qualidade de vida das pessoas que escolheram o local para morar. “A Prefeitura se esforça para incentivar a harmonia entre os vários usos da região e manter preservada a paisagem urbana, formada pelo construído e o natural”, salienta.</p>
<p style="text-align:justify;">O museu funcionará onde era a casa de campo do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o imóvel e todo o seu mobiliário original têm a proteção do município, do Estado e da União. O jardim principal, idealizado pelo paisagista Roberto Burle Marx, abriga palmeiras imperiais e um lago de carpas no formato da Lagoa da Pampulha. A casa, referência modernista de Belo Horizonte, possui projeto de restauração que segue as diretrizes da Diretoria de Patrimônio Cultural.</p>
<p style="text-align:justify;">No museu, serão expostos móveis usados por JK nas décadas de 40 e 50, como uma mesa de bilhar francesa, uma cama de casal, uma espreguiçadeira de madeira e uma geladeira que ainda funciona. O público também poderá conhecer itens de escritório e alguns dos decretos assinados por JK quando foi prefeito de Belo Horizonte, entre 1940 e 1945. Está prevista também a construção de um anexo no próprio terreno para abrigar parte do acervo, exposições temporárias e o setor administrativo.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 2008, o Complexo Arquite­tônico da Pampulha completou 65 anos. Também projetados por Oscar Niemeyer, o Museu de Arte, a Casa do Baile, o Iate Tênis Clube e a Igreja de São Francisco de Assis se tornaram um marco da arquitetura moderna por romperem com os traços retos e conservadores utilizados no Brasil e no mundo na década de 40. O conjunto foi valorizado pela contribuição de artistas renomados: os painéis de Portinari, o paisagismo de Burle Marx, as esculturas de Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa. Mais tarde, os estádios do Mineirão e Mineirinho foram incorporados à região com o objetivo de sediar eventos esportivos e culturais. Entre outros atrativos instalados na área estão o Jardim Zoológico, o Centro Hípico da Lagoa e o parque de diversões Guanabara.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">  </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://portal6.pbh.gov.br/dom/iniciaEdicao.do?method=DetalheArtigo&amp;pk=984477" target="_blank">DOM &#8211; Diário Oficial do Município (Belo Horizonte)</a></p>
<p style="text-align:justify;">04 de outubro de 2008</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> <span>Praça</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"> A área da praça será de 16 mil metros quadrados. Atrações não faltarão: no novo espaço de convivência e entretenimento haverá equipamentos de ginástica, pista de cooper e um mirante com vistas para a Lagoa da Pampulha. Seis torres farão a iluminação e, em cada uma delas, haverá um painel de azulejos pintados doados pelo artista plástico <strong>Alexandre Mancini</strong>. Também está prevista a construção de um estacionamento para 200 veículos. Não haverá canteiros e a arborização ficará restrita à área externa.</p>
<p style="text-align:justify;">A obra, a ser entregue à população em novembro, faz parte de um processo de valorização da Pam­pulha, que se destaca por abrigar alguns dos principais pontos turísticos da capital mineira. De acordo com o secretário de Administração Regional Pampulha, Lessandro Lessa, a nova praça, cujo nome ainda não foi definido, será ideal para a organização de eventos que já acontecem na região, como a Volta Internacional da Pampulha e a construção da árvore de Natal flutuante. “Será um espaço de uso múltiplo, um presente para a população local e de toda a cidade”, afirmou.</p>
<p style="text-align:justify;">Lessa, arquiteto urbanista, ressaltou que o grande desafio da Pampulha é se consolidar como espaço de turismo, lazer e cultura sem comprometer a qualidade de vida das pessoas que escolheram o local para morar. “A Prefeitura se esforça para incentivar a harmonia entre os vários usos da região e manter preservada a paisagem urbana, formada pelo construído e o natural”, salientou.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:10pt 0;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;"> </span></p>
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		<item>
		<title>Nota de Falecimento: Fundação Athos Bulcão (31.07.08)</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 16:36:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Mancini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Athos Bulcão]]></category>

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		<description><![CDATA[

“Artista eu era. Pioneiro eu fiz-me. Devo a Brasília esse sofrido privilégio. Realmente um privilégio: ser pioneiro. Dureza que gera espírito. Um prêmio moral”.    
Athos Bulcão

 


 É com extremo pesar que a Fundação Athos Bulcão comunica o falecimento do artista plástico Athos Bulcão, hoje 31 de julho de 2008, às 9h25 da manhã no Hospital Sarah [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=243&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div></div>
<p><span style="font-family:Calibri;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-family:Calibri;"><strong><em><span style="font-size:9pt;">“Artista eu era. Pioneiro eu fiz-me. Devo a Brasília esse sofrido privilégio. Realmente um privilégio: ser pioneiro. Dureza que gera espírito. Um prêmio moral”.    </span></em></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;"><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-family:Calibri;"><strong><em></em></strong></span></span><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-family:Calibri;"><strong><span style="font-size:9pt;">Athos Bulcão</span></strong></p>
<div class="MsoNormal" style="text-align:right;"></div>
<p style="text-align:right;"> </p>
<p></span></span>
</p>
<p style="text-align:right;"><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-size:9pt;"> </span><span style="font-size:9pt;">É com extremo pesar que a Fundação Athos Bulcão comunica o falecimento do artista plástico Athos Bulcão, hoje 31 de julho de 2008, às 9h25 da manhã no Hospital Sarah </span><span style="font-size:9pt;" lang="PT">Kubitschek, em Brasília. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:9pt;" lang="PT">O corpo será velado no Palácio do Buriti  à partir das 17h. A secretária- executiva da Fundação Athos Bulcão, senhora Valéria Cabral concederá uma coletiva para a imprensa hoje, às 15h30, na Fundação Athos Bulcão (Setor de Autarquias Norte, quadra 01 Bloco E, Brasília, DF), maiores informações: 61 3322-7801 / 8435-9727. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:9pt;" lang="PT"> </span><span style="font-size:9pt;" lang="PT">Athos Bulcão nasceu no Rio de Janeiro, no dia 2 de julho de 1918. Dedicou grande parte da sua vida a Brasília, cidade que escolheu para viver e presentear com a sua obra. Aqui chegou em 18 de agosto de 1958, onde residiu até hoje e onde permancerá, pois por sua vontade, será enterrado no Cemitério Campo da Esperança. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:9pt;"> </span><span style="font-size:9pt;">Athos Bulcão é responsável pelo conjunto de uma obra de qualidade artística inigualável. Artista múltiplo, sua arte está ao alcance do cidadão em seu trajeto cotidiano: no parque, nos muros, nas escolas, nos edifícios residenciais e nos prédios públicos. Como diria o arquiteto e amigo pessoal, João Filgueiras Lima, o Lelé, “como pensar o Teatro Nacional sem os relevos admiráveis que revestem as duas empenas do edifício, ou o espaço magnífico do salão do Itamaraty sem suas treliças coloridas?”, difícil imaginar. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><span style="font-size:9pt;"> </span><span style="font-size:9pt;">Athos cursou medicina, mas abandonou-a por amor à arte. Expôs sua obra nos mais importantes espaços culturais do país. Viajou pelo mundo afora e por lá deixou a sua marca. Seus painéis podem ser vistos na França, Itália, Argélia, Argentina, Cabo Verde, dentre outros tantos. Trabalhou no Ministério da Educação e na extinta Novacap. Lecionou no Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Foi condecorado pelo governo brasileiro com a “Ordem Rio Branco” e “Ordem do Mérito Cultural”. Recebeu o título Doutor Honoris Causa pela Universidade de Brasília, a “Medalha Mérito da Alvorada” do Governo do Distrito Federal, e o título de “Cidadão Honorário de Brasília”, concedido pela Câmara Legislativa. Todos os títulos e condecorações o emocionaram, não tanto quanto a criação da Fundação que o homenageia e que há 15 anos preserva, documenta, promove e divulga sua obra junto aos jovens, estudantes de escolas públicas e particulares, professores, artistas, jornalistas e a comunidade em geral.</span></p>
<p> </p>
<p></span></span></span></span></p>
<p> </p>
<p></span></p>
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	</item>
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		<title>Athos Bulcão, o adeus ao mestre</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 15:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Mancini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Athos Bulcão]]></category>
		<category><![CDATA[Azulejaria Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>

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		<description><![CDATA[Athos Bulcão faleceu hoje, dia 31 de julho, no Hospital Sarah Kubistchek em Brasília devido a complicações causadas pelo Mal de Parkinson. Ele nos deixa uma extensa obra e lições de como a arte pode ser integrada ao nosso cotidiano, de forma democrática e alegre.

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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Athos Bulcão faleceu hoje, dia 31 de julho, no Hospital Sarah Kubistchek em Brasília devido a complicações causadas pelo Mal de Parkinson. Ele nos deixa uma extensa obra e lições de como a arte pode ser integrada ao nosso cotidiano, de forma democrática e alegre.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://1958azulejaria.wordpress.com/2008/07/31/athos-bulcao-o-adeus-ao-mestre/"><img src="http://img.youtube.com/vi/V5OP83xS1Qk/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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		<title>02/06/2008: 90 anos de Athos Bulcão</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 16:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Mancini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Athos Bulcão]]></category>
		<category><![CDATA[Azulejaria Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Arte Brasileira]]></category>
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		<category><![CDATA[Fundação Athos Bulcão]]></category>

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		<description><![CDATA[
Hoje, dia 02 de junho, Athos Bulcão completa seus 90 anos de vida. O artista que se mudou há 50 anos para Brasília mudou definitivamente o panorama da cidade ao mostrar sua genialidade no encontro entre arte e arquitetura. Suas obras estão espalhadas por toda a capital brasileira, muitas vezes sem assinatura, em ambientes internos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=67&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://farm3.static.flickr.com/2208/1799052795_cfe04e6192_b.jpg"><img style="display:block;width:400px;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2208/1799052795_cfe04e6192_b.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div><span style="font-family:trebuchet ms;">Hoje, dia 02 de junho, Athos Bulcão completa seus 90 anos de vida. O artista que se mudou há 50 anos para Brasília mudou definitivamente o panorama da cidade ao mostrar sua genialidade no encontro entre arte e arquitetura. Suas obras estão espalhadas por toda a capital brasileira, muitas vezes sem assinatura, em ambientes internos ou fachadas. </span></div>
<div><span style="font-family:trebuchet ms;">A obra de Athos também é encontrada em outras cidades do Brasil e até mesmo no exterior. São painéis de azulejos, muros escultóricos, divisórias, relevos dentre vários suportes onde a composição modular encontra a perfeição. Uma de suas grandes virtudes foi a utilização das cores para aproximar sua arte dos usuários do espaço e, junto a composição de seus módulos, geram ritmos e formas que democraticamente instigam a uma observação ativa de suas obras.</span></div>
<div><span style="font-family:Trebuchet MS;">Sua carreira foi marcada por parcerias felizes com grandes arquitetos brasileiros iniciada por Oscar Niemeyer, responsável por sua mudança para Brasília, e continuada por João Filgueiras Lima, o &#8220;Lelé&#8221;, Sérgio Parada e muitos outros. A presença da arte de Athos no ambiente arquitetônico é marcante vide os relevos do Teatro Nacional de Brasília, os painéis de azulejos na Igreja de Nossa Senhora de Fátima e no Aeroporto Internacional de Brasilia, os ladrilhos hidráulicos no Edifício Niemeyer em Belo Horizonte, o muro escultórico no Congresso Nacional, suas divisórias, esculturas, muros na Rede Sarah de Hospitais em todo o Brasil.</span></div>
<div><span style="font-family:Trebuchet MS;">Ao completar seus 90 anos, Athos Bulcão encontra-se em estado de saúde fragilizado em decorrência do mal de Parkinson, mas com a consciência criativa tão pertinente à sua essência. Vive atualmente no Hospital Sarah Kubistchek em Brasília, onde suas obras criam um ambiente de otimismo e alegria junto ao projeto de João Filguerias Lima. A Fundação Athos Bulcão cuida hoje de seu trabalho e de sua obra de forma esmerada e amiga divulgando seu nome por todo o país e no exterior.</span></div>
<div><span style="font-family:Trebuchet MS;">Athos Bulcão é um nome maiúsculo na arte brasileira e digno de reverência. A ele o desejo de parabéns e muitas felicidades.</span></div>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/1958azulejaria.wordpress.com/67/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/1958azulejaria.wordpress.com/67/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/1958azulejaria.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/1958azulejaria.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/1958azulejaria.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/1958azulejaria.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/1958azulejaria.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/1958azulejaria.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/1958azulejaria.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/1958azulejaria.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/1958azulejaria.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/1958azulejaria.wordpress.com/67/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=1958azulejaria.wordpress.com&blog=4215900&post=67&subd=1958azulejaria&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>1958 Azulejaria e Alexandre Mancini na Casa e Jardim</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 18:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Mancini</dc:creator>
				<category><![CDATA[1958 Azulejaria]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Mancini]]></category>
		<category><![CDATA[Azulejaria Brasileira]]></category>
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