Nova Praça na Pampulha, em Belo Horizonte
DOM – Diário Oficial do Município (Belo Horizonte)
17 de setembro de 2008
REGIÃO DA PAMPULHA VAI GANHAR NOVOS ESPAÇOS DE CULTURA E LAZER
A região da Pampulha vai receber dois novos atrativos até o fim do ano. O terreno de 16 mil metros quadrados situado na divisa dos bairros Ouro Preto, Bandeirantes e São Luiz será transformado em uma ampla praça. Poucos metros adiante a Casa Kubitschek passará a funcionar como uma extensão do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB).
As duas obras surgem como parte de um processo de valorização da Pampulha, que se destaca por abrigar alguns dos principais pontos turísticos da cidade. A praça, ainda sem nome, será um amplo espaço de convivência com dez banheiros públicos individuais e uma lanchonete subterrâneos. Seis torres farão a iluminação e, em cada uma delas, haverá um painel doado pelo artista plástico Alexandre Mancini.
O projeto também prevê a criação de um mirante com vistas para a lagoa e a manutenção de áreas amplas voltadas à prática de esportes e apresentações artísticas e culturais. Não haverá canteiros e a arborização ficará restrita à área externa. Ainda está prevista a construção de um estacionamento para 200 veículos.
Segundo o secretário de Administração Regional Pampulha, Lessandro Lessa, a nova praça será ideal para a organização de eventos que já acontecem na região, como a Volta Internacional da Pampulha e a árvore de Natal flutuante. “Será um espaço de uso múltiplo, um presente para a população local e toda a cidade”, afirma.
Lessa, arquiteto urbanista, ressalta que o grande desafio da Pampulha é se consolidar como espaço de turismo, lazer e cultura sem comprometer a qualidade de vida das pessoas que escolheram o local para morar. “A Prefeitura se esforça para incentivar a harmonia entre os vários usos da região e manter preservada a paisagem urbana, formada pelo construído e o natural”, salienta.
O museu funcionará onde era a casa de campo do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o imóvel e todo o seu mobiliário original têm a proteção do município, do Estado e da União. O jardim principal, idealizado pelo paisagista Roberto Burle Marx, abriga palmeiras imperiais e um lago de carpas no formato da Lagoa da Pampulha. A casa, referência modernista de Belo Horizonte, possui projeto de restauração que segue as diretrizes da Diretoria de Patrimônio Cultural.
No museu, serão expostos móveis usados por JK nas décadas de 40 e 50, como uma mesa de bilhar francesa, uma cama de casal, uma espreguiçadeira de madeira e uma geladeira que ainda funciona. O público também poderá conhecer itens de escritório e alguns dos decretos assinados por JK quando foi prefeito de Belo Horizonte, entre 1940 e 1945. Está prevista também a construção de um anexo no próprio terreno para abrigar parte do acervo, exposições temporárias e o setor administrativo.
Em 2008, o Complexo Arquitetônico da Pampulha completou 65 anos. Também projetados por Oscar Niemeyer, o Museu de Arte, a Casa do Baile, o Iate Tênis Clube e a Igreja de São Francisco de Assis se tornaram um marco da arquitetura moderna por romperem com os traços retos e conservadores utilizados no Brasil e no mundo na década de 40. O conjunto foi valorizado pela contribuição de artistas renomados: os painéis de Portinari, o paisagismo de Burle Marx, as esculturas de Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa. Mais tarde, os estádios do Mineirão e Mineirinho foram incorporados à região com o objetivo de sediar eventos esportivos e culturais. Entre outros atrativos instalados na área estão o Jardim Zoológico, o Centro Hípico da Lagoa e o parque de diversões Guanabara.
DOM – Diário Oficial do Município (Belo Horizonte)
04 de outubro de 2008
Praça
A área da praça será de 16 mil metros quadrados. Atrações não faltarão: no novo espaço de convivência e entretenimento haverá equipamentos de ginástica, pista de cooper e um mirante com vistas para a Lagoa da Pampulha. Seis torres farão a iluminação e, em cada uma delas, haverá um painel de azulejos pintados doados pelo artista plástico Alexandre Mancini. Também está prevista a construção de um estacionamento para 200 veículos. Não haverá canteiros e a arborização ficará restrita à área externa.
A obra, a ser entregue à população em novembro, faz parte de um processo de valorização da Pampulha, que se destaca por abrigar alguns dos principais pontos turísticos da capital mineira. De acordo com o secretário de Administração Regional Pampulha, Lessandro Lessa, a nova praça, cujo nome ainda não foi definido, será ideal para a organização de eventos que já acontecem na região, como a Volta Internacional da Pampulha e a construção da árvore de Natal flutuante. “Será um espaço de uso múltiplo, um presente para a população local e de toda a cidade”, afirmou.
Lessa, arquiteto urbanista, ressaltou que o grande desafio da Pampulha é se consolidar como espaço de turismo, lazer e cultura sem comprometer a qualidade de vida das pessoas que escolheram o local para morar. “A Prefeitura se esforça para incentivar a harmonia entre os vários usos da região e manter preservada a paisagem urbana, formada pelo construído e o natural”, salientou.
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- 23.10.08 / 6:01 pm
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