Nota de Falecimento: Fundação Athos Bulcão (31.07.08)

“Artista eu era. Pioneiro eu fiz-me. Devo a Brasília esse sofrido privilégio. Realmente um privilégio: ser pioneiro. Dureza que gera espírito. Um prêmio moral”.   

Athos Bulcão

 

 É com extremo pesar que a Fundação Athos Bulcão comunica o falecimento do artista plástico Athos Bulcão, hoje 31 de julho de 2008, às 9h25 da manhã no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília.

O corpo será velado no Palácio do Buriti  à partir das 17h. A secretária- executiva da Fundação Athos Bulcão, senhora Valéria Cabral concederá uma coletiva para a imprensa hoje, às 15h30, na Fundação Athos Bulcão (Setor de Autarquias Norte, quadra 01 Bloco E, Brasília, DF), maiores informações: 61 3322-7801 / 8435-9727.

 Athos Bulcão nasceu no Rio de Janeiro, no dia 2 de julho de 1918. Dedicou grande parte da sua vida a Brasília, cidade que escolheu para viver e presentear com a sua obra. Aqui chegou em 18 de agosto de 1958, onde residiu até hoje e onde permancerá, pois por sua vontade, será enterrado no Cemitério Campo da Esperança.

 Athos Bulcão é responsável pelo conjunto de uma obra de qualidade artística inigualável. Artista múltiplo, sua arte está ao alcance do cidadão em seu trajeto cotidiano: no parque, nos muros, nas escolas, nos edifícios residenciais e nos prédios públicos. Como diria o arquiteto e amigo pessoal, João Filgueiras Lima, o Lelé, “como pensar o Teatro Nacional sem os relevos admiráveis que revestem as duas empenas do edifício, ou o espaço magnífico do salão do Itamaraty sem suas treliças coloridas?”, difícil imaginar.

 Athos cursou medicina, mas abandonou-a por amor à arte. Expôs sua obra nos mais importantes espaços culturais do país. Viajou pelo mundo afora e por lá deixou a sua marca. Seus painéis podem ser vistos na França, Itália, Argélia, Argentina, Cabo Verde, dentre outros tantos. Trabalhou no Ministério da Educação e na extinta Novacap. Lecionou no Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Foi condecorado pelo governo brasileiro com a “Ordem Rio Branco” e “Ordem do Mérito Cultural”. Recebeu o título Doutor Honoris Causa pela Universidade de Brasília, a “Medalha Mérito da Alvorada” do Governo do Distrito Federal, e o título de “Cidadão Honorário de Brasília”, concedido pela Câmara Legislativa. Todos os títulos e condecorações o emocionaram, não tanto quanto a criação da Fundação que o homenageia e que há 15 anos preserva, documenta, promove e divulga sua obra junto aos jovens, estudantes de escolas públicas e particulares, professores, artistas, jornalistas e a comunidade em geral.

 

 


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